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> A Nova Resistência e o Santuário: Um encontro de v, Mini-Fic
Agamenom de Scyl...
post Jul 24 2006, 12:30 AM
Post #1


The Wise
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A Nova Resistência e o Santuário:
Um encontro de velhos amigos.



Local: Oceania, Costa do Pací­fico Sul.

Uma antiga construção tribal, relativa ás comunidades primitivas que existiram naquela região, se erguia em um alto precipício em cujo pé batia as ondas ferozes do poderoso, misterioso e vasto oceano do pací­fico.

No meio das grandes pedras esculpidas existia um homem altivo trajando um sobretudo com tecido marrom-cedro incomum ao ano de 2190, a não ser aqueles usados pelos remanescentes do clericato da Igreja Católica que ainda se mantinham fiéis mesmo depois da Grande Era Negra.
Na imensa solidão da situação tal pessoa parecia esperar por alguma coisa, notado sua postura e posição centrada no meio das ruí­nas tribais.

O vento forte vindo do mar sacudia a vestimenta cor de cedro enquanto instigava as ondas ferozes a irem cada vez mais alto ao bater no grande paredão de rocha do precipí­cio. Tal aumento na agitação do local não era incomum mas parecia anunciar a chegada de alguém.

Quase que como esperado por aquele que aguardava, no bater de uma destacada e poderosa onda marinha no penhasco sobe uma luz dourada até a beirada da onde qualquer um conseguiria ir sem cair naquela mortal queda até a água.
Ao chegar no final de sua trajetória podia se ver que se tratava também de um homem trajando um sobretudo aquele raio de luz, cuja vestimenta cinza e simples ainda sofria os efeitos da inércia pela parada surrealmente brusca do salto do mar até a beira do penhasco.

Ao adentrar as ruí­nas, o recém chegado fica de frente com o outro.
Nesse momento notava-se a grande altura e porte fí­sico do homem de cinza em relação ao outro também grande trajante de sobretudo junto com uma relativa calmaria dos ventos e ondas que ainda continuavam violentos.

Diante daquela situação aparentemente hostil surge uma voz firme e séria, porém amigável, vinda do que acabara de chegar:

Agamenom: Faz quase um ano, Viccenzo de Peixes...





PS: Comecei a mini-fic pra oficializar o relacionamento do Aga com o Enzo. Vou aproveitar pra explicar melhor outras coisas tb.
Postei logo essa pequena intro pra me obrigar a continuá-la. Hehehehehehehehehehe

This post has been edited by Augusto: Jan 12 2007, 03:12 PM


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...realmente suas habilidades são impressionantes, porém, não importa o quão poderosa, mortal ou eficaz seja sua técnica, se você quiser me vencer terá que elevar sua cosmo-energia além da minha...


Ficha do Personagem ( versão 2.0 )
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Pisces no Enzo
post Aug 4 2006, 08:34 PM
Post #2


"O ILUMINADO"
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Enzo: Sim, meu amigo. Sua presença no santuário não era mais notada por mim desde o dia seguinte em que lhe dei a notí­cia sobre a morte de seu pai. Por onde andaste?

Aquele que era chamado de Viccenzo, o guardião da Casa Zodiacal de Peixes, respondia ao seu amigo de treinamento, Agamenom. Não era difí­cil de se notar que Enzo, como era comumente chamado, demonstrava sua amizade e preocupação, caracterí­stica de quem está sempre zeloso pelo bem de todos que conhece, logo em seu primeiro pronunciamento.

Agamenom: Lhe contarei...mas primeiro, me diga se o Grande Mestre recebeu a minha carta. − demonstrando uma sutil gratidão em seu sorriso.

Enzo: Sim. E foi por isso que me enviou até aqui. Ele ficou surpreso e chocado com as novas informações que ali tinham. Porém, me mandou até aqui, principalmente, por curiosidade ao fato de teres falado sobre uma “Nova Resistência”. O que andou fazendo nesse tempo, Agamenom?? − perguntava com a curiosidade de um amigo.

Agamenom: Como bem já deve saber, o dono da grande corporação, Seymour Kane, parece estar se aliando a Hades...
Mas não é só isso. Descobri uma possí­vel aliança entre ele e Kzavir, o chanceler de Asgard e comandante das forças da parte Sul, disfarçada de um possí­vel comércio e instalações da Corporação naquele local.

Enzo: Asgard e a Corporação?? Já havia rumores entre a Inteligência do Santuário sobre isso. Até mesmo ela está envolvida nessa trama que está se instalando pela corporação? Não é estranho Kane se aproveitar daquela terra que já está sofrendo com a disputa entre a representante de Odin e o Chanceler para gerar destruição mútua. Mas o que aquele lugar inóspito, exceto por algumas florestas, pode oferecer aos planos monopólicos de Kane?

Agamenom: Hm...- com um leve sorriso no canto da boca − A espada Balmung, meu amigo.

Enzo: O que? A espada na armadura de Odin? − sua expressão de surpresa logo muda para um suspiro de compreendimento − É verdade. Eu entendo perfeitamente...

Agamenom: Isso não é o pior − fechando seu semblante, semi-ofuscado pela sombra do capuz, por uma lembrança deprimida − eu mesmo enfrentei alguns agentes da Corp, dos quais já estava investigando há um tempo, modificados pelas pesquisas sem escrúpulos dos cientistas de Kane.

Enzo: Sim. O Santuário já está investigando isso desde a descoberta de uma instalação secreta na Sibéria.

Agamenom: Hm... − soltando um sorriso cí­nico e triste − Ele está fazendo isso com ex-guerreiros e aspirantes do Santuário.

Enzo: Isso é preocupante. Apesar de não gostar também, preferia a antiga Ilha da Rainha da Morte como destino dos desertores, na qual fiquei sabendo que foi o lugar da morte de Aperion, seu Mestre.

Agamenom: Sim...Naquela época a ilha não passava de um deserto de solo magmático. − esboçando claramente uma lembrança...


...Mestre, por que me trouxeste para esse lugar profano pra terminar meu treinamento?? O que essa Ilha no Pací­fico Sul tem a oferecer??...


Agamenom: O Velho Sábio sabia das coisas − sorrindo levemente com o trocadilho que tinha feito − Ele me levou pra lá logo depois da nossa disputa pela armadura sagrada que vestes agora.

Enzo: Sabemos muito bem que qualquer um de nós dois poderia vestir com igual honra e virtude a Armadura de Peixes. Até a sua volta para o Santuário há dois anos, eu não tinha compreendido totalmente o porquê da escolha de mim pela Sagrada Armadura, mas quando falaste sobre tua história no Reino de Possêidon, entendi tudo.

Agamenom: É verdade. − rindo meio que sarcasticamente − Parece que minha trilha de vida é marcada pela quebra de todas as predestinaçôes... − Novamente vozes oní­ricas vêm a mente de Agamenom...



...Nosso pai tinha certeza que você se tornaria um Cavaleiro de Prata...


... Agamenom, meu virtuoso pupilo, em seu caminho está agora o fardo e benção de ser um Cavaleiro de Ouro, mas chegar no final ou não será outra história...


Agamenom: ... Não vejo outra pessoa melhor para guardar a Décima Segunda Casa Zodiacal do que você, cavaleiro de Atena. − esboçando uma ironia ingênua.

Enzo: Bem, eu não vim aqui para falar de passado. Me explique sobre essa “Nova Resistência” que mencionastes para o Grande Mestre.

Agamenom: Depois do ataque ao santuário que culminou na morte de meu Pai fui a minha antiga casa, onde acabei descobrindo algumas coisas intrigantes, e resolvi investigar o caso.
Passaram-se vários meses até o encontro fatí­dico com quem procurava. − mostrando uma voz, agora mais fria, porém com um toque de hermetismo melancólico - Nesse meio tempo, envolto em conspirações e investigações, formei a “Nova Resistência”.

Enzo: Entendo...Não vou lhe perguntar sobre o acontecido que falas − Encarando seu amigo com um perspicaz olhar compreensivo − Mas preciso voltar com informações melhores sobre esse grupo que formaras.

Agamenom: Não se trata de um grupo, velho amigo. Na verdade, se trata de vários e nenhum...

Interrompendo o grande homem de sobretudo cinza com uma contida risada:

Enzo: Hmhmhm...interessante como não perdes esse seu jeito filosófico, quase abstrato, em explicar a coisa mais simples, porém...por que não poético?

Agamenom: Hm − soltando uma risada nostálgica, logo contida pelo seu ar sério de antes − “Nova Resistência” é, na verdade, um Codinome...um nome encriptado na rede mundial onde todas forças Anti-Corporação paramilitares e de contra-informação, antes majoritariamente isoladas, podem se encontrar em um objetivo comum...Minha “caçada” era demais tortuosa e vendada pela inteligência da mega empresa de Kane. O único modo que consegui de agir foi usando os Movimentos de revolução já existentes contra tal empresa...Troca de informação, contra-espionagem, hacking...foram apenas meios.

Enzo: Interessante como um nome tão comum assim pode passar desapercebido pelo serviço de inteligência de Kane e, talvez mais interessante ainda, é você se expor assim ao mundo. Sabes que pode ser um problema para estabilidade mundial se tu fores descoberto.

Agamenom: Sim...é um nome mt comum. Mas é isso que gera o paradoxo do sistema de procura na rede. Criando milhares de espelhos na rede, quanto mais comum for o nome procurado, mais confuso, lotado e complexo serão os resultados para rastrear a verdadeira fonte.

Enzo: Compreendo...

Agamenom: Quanto a me expor...Isso tem sido uma vantagem a meu favor. Quanto mais me exponho, menos exponho as forças paramilitares. Na verdade, até usei esse fato para atrair quem estava procurando. Do mais, se pego, a responsabilidade cairá totalmente sobre mim...Garanto-lhe que meu corpo não cairá nas mãos da Corporação. E o que um cavaleiro errante sem raí­zes profundas em nenhum reino pode oferecer de perigo, além do mais... ainda tenho a vantagem de me mover tão rápido quanto a informação na Rede mundial. Hehe − Rindo cinicamente.


Enzo: Ainda assim é perigoso. − mostrando que não foi afetado pela leve brincadeira de seu amigo − Mas agora, pelo que me falaste, conseguiu seu objetivo e não precisa continuar com isso.

Agamenom: Infelizmente isso é impossí­vel. Demais atrocidades descobri e demais maldades ficaram na minha cabeça. Uma vez dentro dessa trama, não posso mais sair...Minha í­ndole não permite deixar o mundo sob “Isso”.

Enzo: Receio então que não poderei ajudar muito. Os Cavaleiros de Ouro tem um compromisso muito mais restrito e importante no Santuário. Mas, acho que o Grande Mestre ficará honrado em trocar informações da inteligência do Santuário com você.

Agamenom: Sim...Eu entendo perfeitamente, meu amigo...

Após um breve momento de pausa, Agamenom se vira em direção ao mar novamente. Era como se o tempestuoso tempo tivesse parado durante a conversa e, agora, voltado ao estado anterior.

Agamenom: Não há mais motivos para continuarmos aqui. Podemos ficar expostos. Preciso ir...mas manterei contato − dirigindo-se, parcialmente de costas, ao seu amigo.

Enzo: Espere...não me falou ainda sobre o Santuário Marinho, o Grande Mestre tb está curioso.

Agamenom: O Reino dos Mares? − virando um pouco mais a cabeça na direção de Enzo − Possêidon continua não-encarnado...não há mais nada a se falar...Não pense que agirei como agente duplo...
Avise ao Grande Mestre, no entanto, que lhe informarei sobre qualquer assunto relevante ao Bem da Humanidade.

Enzo acenava com a cabeça positivamente ás últimas palavras do General dos Mares.
De repente, os dois sentem, como um raio de clarividência em suas cabeças, a presença de alguma coisa, porém, com uma pequena pausa no caminhar de Agamenom, ambos mantém-se quase estáticos no meio da situação.

Mais ao longe, por debaixo do penhasco que beirava o mar, sobe um helicóptero parcialmente futurista desafiando o vento com suas hélices e competindo seu barulho com os estrondos das ondas nas rochas.

Suas luzes iluminam todo o local tribal naquele entardecer, mas nada avistam.

Soldado: Capitão, não tem nada aqui, parece que o sinal do satélite estava errado. − Um dos homens que pilotava o helicóptero falava para o outro ao seu lado.

Capitão: Engana-se, Soldado, eles apenas não estão mais. − Olhando para o radar, o qual exibia dois traços de luz atravessando toda a tela.


Fim


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